Era em um dia de sabado de manhã… na verdade no relogio já estava marcando meio dia em ponto. E eu estava ajudando minha esposa a preparar o almoço que ja estava atrasado.
E em um determinado momento entre as 12:00 e 13:00 horas, sem eu perceber que alguem estava chamando la fora, meu filho veio me chamar para avisar que tinha um rapaz la fora que estava chamando.
Fiquei pensativo por algum momento imaginando quem poderia ser. Imaginei que fosse um vizinho que esta querendo alguma ferramenta emprestada. Ou um daqueles vendedores ambulantes que passam nas ruas vendendo meias, cintos, redes para descanso ou algo assim.
Quando eu estava caminhando rumo ao portão, reparei que era um moço aparentando ter uns 48 anos de idade. De boné, com uma camisa de cor preta e do lado esquerdo da camisa dele estava uma estampa escrita vigilante.

No primeiro momento levei um susto e pensando o que deveria ter acontecido ou estar acontecendo alguma coisa para que naquele horário ter um vigilante no portão de casa.
Porque aqui não é comum aparecer um vigilante na frente de sua casa.
Então se aproximei para ver o que ele estava querendo.
Quando estava me aproximando vi que ele também segurava uma prancheta na mão com uma caneta.
Antes mesmo de dar meus ultimos 3 passos para chegar no portão ele falou bom dia. E eu como ja tinha visto que o relógio estava marcando “meio dia e pouco” ja respondi do outro lado, boa tarde.
Não deu tempo nem de perguntar o que ele queria ou o que estava acontecendo… Ele ja começou a falar de seus serviços e como é feito esse tipo de trabalho, como era feita a ronda no bairro e na cidade, seus beneficios e tal.
Até ai tudo bem eu estava entendo o que ele estava explicando.
E por um detalhe eu acabei dispensando… lembrei… por dois detalhes eu não quis esse tipo de serviço.
Não sei o que você acha mas são esses detalhes que fazem toda a diferença quando alguém apresenta algum tipo serviço, produto, curso ou algo desse tipo.
É se apresentar falando quem é dizendo o nome, da onde veio, se é da mesma cidade ou da cidade vizinha, etc.
Nesse caso não precisava entrar em detalhes, mas dizer informações para saber com quem estava falando. Isso são informações basicas para quem quer contratar esse tipo serviço.
E o outro detalhe é que ele nem perguntou meu nome.
Depois de falar do tipo de serviço e como era feito ele me falou do preço. Menos de 0,90 centavos por dia.
Nesse meio tempo enquanto ele falava tudo isso eu fiquei pensando… mas eu nem sei quem é você, como eu vou aceitar e contratar um vigilante se nem sei o seu nome?
Quando ele acabou de falar a unica pergunta que ele fez foi. O que você achou?
Nem ao menos perguntou se eu conhecia esse tipo de serviço.
Calma ai… mais ainda eu nem sei quem é você.
Como eu poderia contratar e confiar a segurança do meu “patrimônio” a uma pessoa que nem conheço?
Enfim. Eu só conseguia escutar uma metralhadora humana de palavras. E o essencial que poderia fazer uma grande diferença de aceitar ou não, ficou a onde?
O que ele estava pensando não sei.
Mas o detalhe em uma conversa seja ela pessoal, escrita, video chamada ou gravado faz toda diferença.
Agora que estou compartilhando essa pequena história com você que aconteceu comigo, me veio na mente… se ele tivesse usado um pouco mais o poder da persuasão eu teria contratado sem pensar duas vezes.